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terça-feira, 29 de junho de 2010

A PRAÇA



A Praça

Essa é a praça ,

É do povão,

Que a noite se esconde,

Segredos da população,

Essa a praça,

Onde podemos ver

Pessoas que passeiam ou vagueiam

Sem opção de lazer,

È nessa praça

Que se tomam decisões,

E ao findar da seção,

Os jovens se espalham pelo chão,

O “pai dos pobres”,

O nacionalismo,

Foi tudo em vão,

Restaram apenas o medo e a solidão.

A família , a desigualdade,

O contraste social

Entre comícios e atos

Esconde o marginal.

“naquela praça naquele banco,

a mesma praça o mesmo jardim,

tudo era igual como era antes,

só não tenho você perto de mim “.

Que romantismo,

Quanta alegria,

Quantos sonhos,

Quantas fantasias;

O banco não é somente o encontro,

Apaixonado dos namorados,

O jardim não sorri para mim,

O amor , que amor??

Esse há muito se afastou.

O banco agora é moradia,

É cama de noite e de dia,

O descanso é maternal

Pois a noite é infernal.

A praça para alguns é descanso,

É o encontro naquele banco,

É o passeio dos filhos com os pais,

Para muitos ,é mais um sonho que se desfaz.

Do campo de futebol,

Para o palanque eleitoral,

Da Câmara Municipal

Ao anonimato do marginal.

Obs.: Relato uma praça no centro de Guarulhos (Praça Getúlio Vargas)

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