A Praça
Essa é a praça ,
É do povão,
Que a noite se esconde,
Segredos da população,
Essa a praça,
Onde podemos ver
Pessoas que passeiam ou vagueiam
Sem opção de lazer,
È nessa praça
Que se tomam decisões,
E ao findar da seção,
Os jovens se espalham pelo chão,
O “pai dos pobres”,
O nacionalismo,
Foi tudo em vão,
Restaram apenas o medo e a solidão.
A família , a desigualdade,
O contraste social
Entre comícios e atos
Esconde o marginal.
“naquela praça naquele banco,
a mesma praça o mesmo jardim,
tudo era igual como era antes,
só não tenho você perto de mim “.
Que romantismo,
Quanta alegria,
Quantos sonhos,
Quantas fantasias;
O banco não é somente o encontro,
Apaixonado dos namorados,
O jardim não sorri para mim,
O amor , que amor??
Esse há muito se afastou.
O banco agora é moradia,
É cama de noite e de dia,
O descanso é maternal
Pois a noite é infernal.
A praça para alguns é descanso,
É o encontro naquele banco,
É o passeio dos filhos com os pais,
Para muitos ,é mais um sonho que se desfaz.
Do campo de futebol,
Para o palanque eleitoral,
Da Câmara Municipal
Ao anonimato do marginal.
Obs.: Relato uma praça no centro de Guarulhos (Praça Getúlio Vargas)
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